Embora o Día de Los Muertos seja mexicano e o Halloween (Sanheim) tenha raízes na Irlanda, ambos compartilham mais do que se imagina.
Conexão com os mortos: essência das celebrações
Tanto no Día de Los Muertos quanto no Samhain, acredita-se que, em certos dias do ano, os espíritos dos entes queridos retornam para perto dos vivos. No México, eles são recebidos com altares coloridos, oferendas, flores e velas que iluminam a noite, numa festa de alegria e memória. Na Irlanda antiga, os celtas marcavam o fim do verão e o início do inverno com o Samhain. Período em que se abria uma ponte entre os mundos, e os espíritos buscavam abrigo e alimento perto do fogo.
Origens indígenas e celtas
O Día de Los Muertos tem raízes indígenas (astecas, maias, zapotecas e mixtecas) e originalmente era celebrado em agosto. Com a colonização espanhola, a data foi movida para coincidir com o Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados. Já o Samhain, celebrado pelos antigos celtas há cerca de 2.000 anos. Quando marcava o Ano Novo celta em 31 de outubro, simbolizando o ciclo da vida, morte e renascimento. Seu nome deriva de “All Hallows’ Eve”, que significa noite sagrada.
Símbolos e práticas: altares e lanternas
Enquanto o Día de Los Muertos é conhecido por seus altares vibrantes, repletos de oferendas e flores de cempasúchil, o Samhain trazia o costume de esculpir nabos para fazer lanternas que afastavam espíritos malignos. Essa tradição, ao chegar aos Estados Unidos, trocou o nabo pela abóbora, por ser mais fácil de encontrar. Embora ainda seja possível encontrar beterrabas e batatas usadas para o mesmo propósito. Vale atenção especial às abóboras azuis, que representam a conscientização sobre o autismo! Em ambos os casos, velas, fogo e comida são essenciais para acolher as almas.
Transformações e influências religiosas
No México, a influência espanhola fez com que se incorporassem orações e rituais católicos. Como a compra de velas na igreja para oferendas às almas do purgatório e a contratação de padres para rezar pelos mortos. Na Europa, a Véspera de Todos os Santos, celebrada desde o século VI, foi se misturando com o Samhain, dando origem às festividades que hoje chamamos de Halloween.
A celebração hoje: do sagrado ao comercial e diversidade
O Día de Los Muertos continua sendo uma festa essencialmente familiar e espiritual. Embora haja preocupações quanto à sua comercialização excessiva. Já o Halloween, especialmente nos Estados Unidos, é uma festa popular, marcada por fantasias, doces e muita diversão.
Enquanto na Europa, pode perceber que o Halloween por aqui é, em muitos lugares, mais reservado. As ruas não ficam tão cheias de festas, fantasias ou “doces ou travessuras” em grande escala. Apesar de ainda sim, encontrar residências são decoradas com um tema, tour fantasmas, além de lojas e outros estabelecimentos. Os supermercados oferecem produtos direcionados e algumas festas temáticas.
Na Romênia, a festa de Halloween é diferenciada com o foco total no mito do Drácula. Afinal, Transilvânia é a terra natal do personagem. Já na Suécia as festividades duram 6 dias. No Brasil, esse é o dia do Saci desde 2003 como uma tentativa de trazer brasilidade para a data e resgatar as preciosidades do nosso folclore.
Tradições que Conectam Vivos e Mortos ao Redor do Mundo
Último, mas não menos importante: tanto o Día de Los Muertos quanto o Samhain (e o Halloween) nasceram da capacidade das comunidades de se adaptarem e manterem viva a conexão com suas raízes culturais e espirituais. Essa mesma força de acolhimento, adaptação e pertencimento é o que move a SOMOS.
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Feliz Halloween e Dia dos Los Muertos!






