Quando o assunto é direitos LGBTQ+, a Europa nos apresenta uma verdadeira montanha-russa de altos e baixos. A União Europeia (UE) tem leis que proíbem a discriminação com base na orientação sexual e identidade de gênero – maravilha! Vários países membros reconhecem relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo e até oferecem reconhecimento formal da identidade de gênero. Mas essa estrada para a igualdade está longe de ser tranquila, especialmente quando olhamos para o Reino Unido, que recentemente despencou no ranking de países mais amigáveis à comunidade LGBTQ+ na Europa.
Essa queda é resultado da falta de ação para banir a terapia de conversão e das tensões em torno dos direitos trans, principalmente no acesso à saúde. Embora a Lei da Igualdade de 2010 no Reino Unido proteja contra a discriminação, e o casamento entre pessoas do mesmo sexo esteja legalizado desde 2014 (2020 na Irlanda do Norte), ainda há muito o que melhorar. E isso não é exclusivo do Reino Unido; em várias partes da Europa, o aumento dos discursos de ódio e a violência têm ameaçado os direitos LGBTQ+, o que mostra que a luta está longe de terminar.
Mas se você acha que só na Europa a comunidade LGBTQ+ enfrenta desafios, espere até ouvir o que acontece em boa parte da América Latina. Vários países da região têm taxas alarmantes de violência contra pessoas LGBTQ+, com ataques motivados por ódio, assassinatos e perseguições. Em lugares como Brasil, México e Colômbia, a intolerância tem feito parte da população LGBTQ+ migrar para buscar segurança e direitos que não encontram em seus próprios países.
A ironia? A diversidade de gênero e sexualidade não é algo novo na América Latina. Muito antes da colonização europeia, diversas culturas indígenas já reconheciam e respeitavam a existência de identidades de gênero e orientações sexuais diferentes. Desde os tempos pré-colombianos, as comunidades indígenas celebravam pessoas que hoje identificaríamos como parte da comunidade LGBTQ+, com papéis respeitados na sociedade. A colonização trouxe consigo uma onda de conservadorismo que apagou e demonizou essa diversidade que já fazia parte da história do continente.
Hoje, as paradas de orgulho e a luta pelos direitos LGBTQ+ continuam a crescer, mesmo em meio a tanto preconceito. E adivinha? O Mês do Orgulho está acabando, mas nós da Somos estamos aqui para ser a sua rede de apoio nessa jornada. Se você faz parte da comunidade latino-americana e está na Europa (ou qualquer parte do mundo!), pode contar com a Somos para conectar você com outros LGBTQ+ incríveis que compartilham essa história e essa luta.
Aqui na Somos, acreditamos que o orgulho não é só um evento anual – é uma forma de existir e resistir. O amor vence tudo, e juntos estamos construindo um muro contra o ódio, um tijolo de arco-íris por vez. Vamos celebrar o amor, a diversidade e cada cor desse arco-íris juntos!
Quer mais conteúdo exclusivo sobre a comunidade LGBTQ+ na América Latina? Assine nossa newsletter para conteúdo latinoamericano exclusivo e mantenha as vibrações de orgulho rolando o ano inteiro. Venha junto, agora mesmo, vamos pintar as cidades europeias com as cores do arco-íris:
Reino Unido:
- Pride de Edimburgo – Junho 2024
- Pride de Cardiff – Junho 2024
- Pride de Londres – Junho 2024
- Pride de Liverpool – Julho 2024
- Pride de Brighton & Hove – Agosto 2024
- Pride de Manchester – Agosto 2024
União Europeia:
- Parada do Orgulho de Madrid
- Parada do Orgulho de Paris – La marche des fiertés
- Celebração do Orgulho de Berlim – Christopher Street Day
- Pride de Estocolmo
- Pride de Bruxelas
- Pride de Viena
- Pride de Amsterdã
- Pride de Praga






