4 Regras para Curtir a Festa Junina para Gringos

O Brasil não respira apenas Carnaval. Entre os meses de junho e julho, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, acontece a subestimada — e maravilhosa — Festa Junina, ou arraiá, como é carinhosamente chamada por aqui. Embora suas raízes estejam em algumas regiões específicas, hoje ela é celebrada de Norte a Sul, em praças, igrejas, ruas, escolas, sítios e até eventos corporativos. Para muitos brasileiros vivendo fora, essa é uma das maiores saudades: uma festa que mistura tradição, dança e um calor humano difícil de descrever. Bandeirolas, quitutes, fogueira. Por isso, preparamos um guia especial para os gringos que querem entender (e se jogar!) no clima junino.

1.Respeite o traje caipira

Nada de vir de qualquer jeito! O visual tradicional tem uma pegada country/sertanejo: camisas xadrez, vestidos coloridos com fitas e laços, chapéu de palha, maria-chiquinha ou tranças. Maquiagem com pintinhas no rosto, bigodinho e até dentes separados falsos são parte da brincadeira. E, claro, tem o famoso vestido branco com detalhes de retalhos para quem vai encenar o casamento caipira.

2.Poupe o sotaque (com carinho)

Apesar de ser parte do “clima” da festa, é importante evitar estereótipos exagerados sobre o povo do interior. Divirta-se, sim — mas com respeito à cultura que está sendo celebrada.

3. Quadrilha ao redor da fogueira

A alma da Festa Junina é a quadrilha, uma dança coletiva em pares, guiada por um marcador que comanda os passos com muito humor. Nem sempre ao redor da fogueira. O ritmo pode variar de região para região, mas tradicionalmente é o forró.  Aqui vai o passo a passo da quadrilha tradicional:

  • Entrada dos casais: de braços dados, em fila indiana.
  • Formação da roda: casais se separam, formando um círculo.
  • Cumprimentos: reverência ou aperto de mão.
  • Balancê: movimentos de balanço conforme a música.
  • Passeio pela roça: todos caminham de mãos dadas ao redor da roda.
  • Túnel: casais passam por baixo dos braços dos demais.
  • Caracol: fila em espiral, girando como um redemoinho.
  • Olha a chuva!: o passeio da roça muda o lado
  • Olha a cobra!: o passeio da roça muda o lado
  • Coroação: um participante é homenageado com flor ou faixa.
  • Casamento caipira: com direito a noiva, padre e até um xerife.
  • Despedida: todos se retiram em clima de festa completa.

Fique ligado no marcador! Muitas falas vêm do francês, como anarriê (en arrière – para trás) e ampassã (en passant – passando).

4. Esbalde dos quitutes e gincanas

Não deixe de provar as comidas típicas da Festa Junina! O cardápio junino é um espetáculo à parte — rico, variado e cheio de memória afetiva. E se tiver gincana? Vai com tudo. Afinal, só se vive uma vez!

SOMOS recomenda Festa Junina:

Quer saber onde tem festa junina na sua região? 

  • 28 de Junho 13h-19h no Brazilian Cultural Centre (Nottingham).
  • 28 de Junho 13h-16h no ÓcabrazÓka (Hastings)
  • 21 de Junho (a partir das 15h) no  National Stadium (Dublin)
  • Mesmo que você não seja um pé de forró e more no exterior, participar de comunidades de forró é uma forma de manter viva essa conexão — uma resistência nem tão silenciosa assim. Afinal, dança é uma das línguas da América Latina.

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