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Depois de viver em Edimburgo por sete anos e tocar na banda de cumbia psicodélica Los Cumbiatones, Franco Bramuglia se mudou para Londres em 2024. O gênero nasceu na costa caribenha da Colômbia, entre os séculos XVII e XVIII, a partir do encontro entre ritmos de pessoas escravizadas, flautas indígenas e a tradição lírica espanhola. Ao longo das décadas, a cumbia se espalhou pela América Latina e ganhou inúmeras variações em cada país.

Inicialmente, Franco entrou para um ambicioso projeto de seis integrantes depois de responder a uma publicação de Pierre Zúñiga no Facebook. Embora o projeto tenha durado pouco, ele manteve os dois em contato. Pouco depois, Gian Sequeiros, um músico excepcional que Franco conhecia da cena de Edimburgo, se mudou para Londres e propôs a criação de uma nova banda de cumbia. Franco não pensou duas vezes e trouxe Pierre para a mistura, formando um trio mais enxuto chamado Las Chanchas.

“Vemos a Cumbia como uma grande tela onde podemos adicionar qualquer cor e textura ao resultado final”, diz Franco. “A guitarra e o baixo são fortemente inspirados pelos sons dos anos 60 e 70, como Jimi Hendrix, Cream, Pink Floyd e Led Zeppelin. A bateria mantém as raízes tradicionais, misturando salsa com cumbia e uma pitada de rock para realçar algumas partes.”

Las Cumbias encontrando espaço em Londres

Apresentar esse estilo único a um novo continente trouxe seus próprios desafios. Culturalmente, a banda enfrenta uma barreira particular. Cada vez que se apresenta para um público europeu que não está familiarizado com o gênero. “É interessante ver como eles reagem”, observa a banda. “Normalmente, eles ficam um pouco céticos no começo, mas acabam adorando.” No lado profissional, navegar pela indústria tem sido mais fácil graças a uma rede de apoio. O trio destaca a sorte que tem de contar com o apoio de casas de shows em todo o Reino Unido. Além da orientação fundamental de importantes produtores e promotores de Londres, como Stefano Cornerman (Ritmo del Barrio), Cal Jader (Movimientos London), Benjamin Darke (Ten to One & Jam in a Jar) e Robert Dimba (Kilburn Bridge).

Essa fusão única rapidamente chamou a atenção da cena musical local. O avanço mais gratificante do trio veio em abril de 2025, quando tocaram no Grow, em Hackney, com o Ritmo del Barrio, de Stefano Cornerman. “Esse evento nos proporcionou nossa primeira oportunidade realmente significativa de entrar na cena de Cumbia e música latina de Londres e nos ajudou a nos conectar com mais pessoas em todo o Reino Unido”, relembra a banda.

Desde esse marco, Las Chanchas levou seu som energético para todo o país. Passando por Totnes, Truro, Brighton e Newcastle, e até retornando às suas raízes em Edimburgo e Glasgow. Onde quer que cheguem, encontram uma conexão profunda com públicos que genuinamente amam sua música.

Construindo uma casa longe de casa para a comunidade

No fim das contas, essa conexão vai muito além do simples entretenimento. Como músicos latinos vivendo na Europa, criar esse espaço para sua comunidade é a força motriz por trás de tudo o que fazem. “Para nós, música e comunidade significam tudo”, reflete Franco. “É o principal motivo e a motivação para continuarmos tocando. Isso faz com que as pessoas sintam que estão de volta à sua cidade natal por algumas horas, lembrando da infância e dos lugares onde costumavam ser felizes antes de imigrar em busca de novas oportunidades em outros países.”

Quando perguntados que conselho dariam a outros artistas latinos tentando navegar pelo cenário criativo europeu, a resposta é simples, mas poderosa: “Encontrem sua comunidade e cresçam juntos.”

E, enquanto essa comunidade cresce, os planos da banda também se expandem

Olhando para o futuro, a banda não pretende desacelerar. “Nosso principal objetivo no momento é o lançamento do nosso primeiro álbum, The Latin Affair, neste inverno”, revelam. “Ele terá quatro músicas originais nas quais estamos trabalhando há seis meses e dois covers clássicos de cumbia peruana.” Para acompanhar o lançamento, o trio também está planejando uma turnê de verão pelo Reino Unido, além de várias colaborações que mal podem esperar para compartilhar assim que forem confirmadas.

Esse impulso constante é exatamente o motivo pelo qual Las Chanchas espera inspirar as gerações mais jovens nascidas ou criadas inteiramente no exterior, usando sua plataforma para reviver a cumbia em Londres.

Esse senso de comunidade continuou a crescer para além de Londres, com a banda levando sua música a públicos de todo o Reino Unido e, pela primeira vez, também internacionalmente. Este ano, eles se apresentaram em lugares que vão do Wilderness Festival, em Oxford, e um Sofar Latin Takeover a Leeds e Liverpool, além de festivais como o Beautiful Days, em Devon, e o Shambala, em Northamptonshire. Em outubro, eles levarão esse espírito para além do Reino Unido pela primeira vez, com apresentações em Barcelona e Viena, abrindo um novo capítulo para uma banda cuja música continua a criar uma sensação de lar onde quer que toque.

Ao combinar raízes tradicionais com influências do rock britânico moderno, o trio pretende deixar uma marca cultural duradoura. “Achamos que estamos ajudando a reviver a cumbia em Londres e garantindo que as pessoas tenham um espaço para vir, nos ouvir e dançar conosco”, compartilha a banda. “E, acima de tudo, um espaço para as pessoas terem orgulho da sua cultura.”

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