Tudo o que Você Precisa Saber para Estudar na Espanha em 2025

Estudar fora do país vai muito além das salas de aula e dos livros. Estudar na Espanha é uma experiência imersiva que pode surpreender ou encantar quem chega por lá. Mas, antes de explorar essas peculiaridades, é fundamental conhecer os trâmites para ingressar em uma universidade espanhola. Atenção: novas regras migratórias entraram em vigor em 20 de maio e podem impactar diretamente estudantes internacionais.

Mudanças para a vida universitária na Espanha

Agora, a autorização de estudos deve ser solicitada no país de origem, com matrícula paga integralmente. Estudantes de ensino superior podem trabalhar até 30 horas por semana e cursar até 50% das aulas online. Alunos de idiomas enfrentam mais restrições, como limite de renovação e exigência de certificado oficial de espanhol. Além disso, a autorização de residência passa a ter a mesma duração do curso, eliminando a renovação anual. Por isso, informe-se e planeje-se com antecedência para evitar surpresas

Além disso, o governo da Espanha anunciou recentemente uma medida para permitir o ingresso de estudantes estrangeiros que haviam sido impedidos de entrar nos Estados Unidos devido às políticas anti-imigração do governo de Donald Trump. Aqueles que não puderam concluir seus cursos devido à suspensão de vistos poderão ser transferidos para instituições espanholas.

Como estudar na Espanha?

Para estudar na Espanha, é preciso validar o diploma do ensino médio para hispanofalantes. Cada instituição tem seus próprios requisitos, como ENEM, histórico escolar e prova de proficiência em espanhol para brasileiros. Para todos, são necessários visto de estudante, matrícula, seguro de saúde e comprovação financeira. Fique atento a prazos, exigências e bolsas.

Também é possível realizar os exames seletivos locais: EBAU (Selectividad) e PCE, esta última para estudantes estrangeiros não europeus. Essa modalidade é comum em universidades públicas e costuma ser exigida em cursos mais concorridos.

Pós-graduação na Espanha

Se pretende fazer pós-graduação, o processo varia conforme a nacionalidade. Brasileiros devem comprovar proficiência em espanhol, traduzir documentos e solicitar autorização de residência, enquanto hispanofalantes enfrentam menos barreiras. Todos devem validar o diploma conforme o EHEA, candidatar-se online e obter visto de estudante. O processo pode ser feito diretamente com a universidade ou por agências, com critérios próprios para cada programa.

O Máster Oficial é mais acadêmico, semelhante ao mestrado latino e permite acesso ao doutorado. Já o Máster Propio tem foco profissional, parecido com um MBA, e não permite acesso direto ao doutorado. Estudantes com cidadania europeia podem ter acesso facilitado a bolsas, dependendo da instituição.

Para fazer doutorado na Espanha, é necessário diploma de mestrado (oficial ou equivalente), plano de pesquisa, proficiência em espanhol ou inglês e validação da documentação acadêmica. O processo começa com a escolha do programa e contato com um orientador. Em seguida, envia-se a candidatura com carta de motivação, recomendações e documentos exigidos. Após aprovação, solicita-se o visto de estudante, caso não tenha cidadania europeia. O doutorado dura de três a quatro anos em tempo integral, podendo chegar a seis em tempo parcial, e resulta em título oficial reconhecido internacionalmente. Existem diversas opções de bolsas e financiamentos do governo espanhol, universidades e fundações privadas. Verifique sempre as exigências específicas da universidade escolhida.

Preparadx para a vida universitária na Espanha? 9 curiosidades

Informalidade que aproxima

Professores e alunos usam apelidos carinhosos, como “tío”, e o ambiente é mais descontraído que em outros países. Professores valorizam aprender o nome dos alunos, criando conexão pessoal. Gestos afetuosos, como toques no ombro e vozes altas, são comuns e vistos como formas de proximidade, não grosseria.

Pontualidade flexível

A pontualidade é mais flexível: aulas frequentemente começam com alguns minutos de atraso, considerado normal. O cronograma é maleável, permitindo melhor equilíbrio entre estudo, trabalho e vida social.

O relógio na Espanha é diferente. Além da famosa siesta, o dia começa com um café da manhã leve (desayuno). Por volta das 11h, há uma pausa para o almuerzo (lanche da manhã). A principal refeição (la comida) ocorre entre 14h e 15h. À tarde, por volta das 18h, muitos fazem a merienda (lanche leve). Entre jovens, o botellón é tradição: amigos se reúnem para beber e conversar antes de ir a bares. O dia termina com o paseo ao entardecer e a cena, um jantar leve entre 21h e 22h. Depois, a sobremesa — o hábito de continuar à mesa conversando após a refeição.

Debate acirrado em sala (sim, mesmo no Direito!)

Apesar do formato tradicional, seminários são dinâmicos. Estudantes engajam em discussões acaloradas, sem medo de errar, tornando as aulas quase arenas de debate.

Avaliações que fogem do comum

Muitas provas finais são orais, com cerca de 15 minutos para argumentar. Quanto à extensão dos trabalhos, a resposta pode ser: “Escreva o quanto quiser.”

Horários e grupos fixos

Ao contrário de outras universidades, na Espanha a grade vem pronta, com poucos ou nenhum opção de escolha. Isso cria grupos fixos e um forte senso de comunidade.

Diversidade e conexão

Alunos de diferentes idades estudam juntos naturalmente, refletindo valores familiares presentes na cultura espanhola.

Ritmo diferente:

Menos discussão em aula, mais estudo fora dela. Professores esperam que os alunos aprendam muito por conta própria, com muitas leituras fora do horário.

Vida social agitada (prepare-se para virar a noite)

Sair à meia-noite não é tarde; muitos clubes abrem só por volta das 2h. A siesta torna-se essencial para equilibrar a rotina. Bares são centros de socialização, com tapas, futebol e conversas até tarde.

Celebrações e regionalismos

Cada região tem dialeto, culinária, danças e feriados próprios, refletidos também na vida universitária.

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